O número de desnutridos nos paises em desenvolvimento cresce à razão de quase 5 milhões de pessoas por ano.
Ao longo de todo o ano no planeta morrem de fome cerca de 30 milhões de pessoas outros 55 e 90 milhões de pessoas passaram á condição de pobreza extrema em 2009, devido á recessão mundial resultante da crise financeira internacional. Mais de 1 bilião, em todo o mundo, sofre de fome crónica. Actualmente, 900 milhões de pessoas vivem em habitações precárias (barracas, favelas e areas de risco).A menos que a situação mude substancialmente, 1,5 biliões de moradores de zonas urbanas viverão em barracas ou favelas em 2020, o equivaltente á população da China.
No ano passado a SIDA matou 3 milhões de pessoas, e outros 4,1 milhões foram infectados-mais de 8 mil por dia.
A doença infecta hoje 40 milhões, das quais 25 milhões habitam no continente africano. Além disso, a epidemia deixou oprfãos 15 milhões de crianças. Que tem todo este manancial contabilistico a ver com o trabalho de voluntariado? Tem tudo e não tem nada. Não tem nada a ver, se a perspectiva do voluntariado for apenas ajudar as vitimas produzidas pelos estilhaços do desenvolvimento desigual e das assimetrias económicas e sociais. Tem tudo a ver se o voluntariado for, sobretudo, consciencia politica e social. O voluntário pode também ser um homem ou uma mulher que combate contra as desigualdades económicas e sociais, estão na origem da maioria dos casos de fome, crime, homicidios e suicidios em todo o mundo.
Utilizando as palavras de um voluntário tradicional: "faça todo o bem que puder/por todos os meios que puder/em todos os lugares que puder/faça a diferença!!!!".
Todavia, a diferença só pode ser feita se o voluntáriado tradicional estiver consciente e disposto a combater os egoistas esclarecidos, de forma a introduzir ética na distribuição da riqueza, apelar á formação, ao conhecimento, e á alfebatização dos cidadãos.
Se assim fizermos estaremos não só a auxiliar os outros mas também a facultar-lhes os instrumentos necessários para que possam combater as causas que levam ao voluntariado.
Ajudar os outros não é apenas utilizar o trabalho voluntário ao serviço da sua sobrevivência, para que os poderosos possam viver em paz e em condições de continuarem a produzir novas e mais vitimas.
Este não é o voluntariado que o mundo precisa nos dias de hoje. O voluntariado da actualidadepode e deve associar a generosidade e a solidariedade a necessidade de lutar por uma sociedade com menos desigualdades sociais, com uma distribuição mais equitativa e justa de riqueza produzida.
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